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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Muita coisa por nada.. O caso da Rua São José e os Problemas Urbanos de Ouro Preto. 1/10



Da Casa dos Contos ao Largo da Alegria, passando pela casa de Tiradentes, a rua São José é uma das mais charmosas vias de Ouro Preto. Uma das poucas ruas planas da cidade, ela é passagem para quem quer ir às igrejas do Pilar e do Rosário.

A rua sempre teve tradição de comércio. O Almanaque de Ouro Preto, de 1890, mostra que havia na rua dentistas, fabricantes de calçados, de mobílias, ourives, farmácias, fotógrafos, alfaiates, charutarias, restaurantes, duas casas de tiro ao alvo, colchoarias, salões de barbeiros, relojoeiros, negociantes de fazendas, de ferragens, de louças, de chapéus, de gêneros, de peixes e frutas, além do Depositário de Tecidos da Companhia Cedro e Cachoeira.

Hoje, a rua abriga os bancos Real, Itaú, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e HSBC. A Receita Federal fica no térreo da Casa dos Contos, o museu da moeda de Ouro Preto, onde morreu o inconfidente Cláudio Manoel da Costa. O tradicional Hotel Toffolo, com mais de 100 anos de vida, abrigou várias pessoas ilustres, como Pedro Nava, Afonso Arinos de Melo Franco e o poeta Vinícius de Moraes. Mais à frente, na casa onde nasceu o poeta Alphonsus de Guimarães, há o restaurante Chafariz. Na parte superior da casa, é possível comprar o tradicional licor de jabuticaba, feito pela bioquímica Maria José Trópia, a Zezé. Completam a lista de iguarias o Café & Cia e o restaurante Sabor de Minas.

Há ainda muitas lojas de roupas, de cosméticos, de artigos para casa, de móveis, de artesanato. E a tradicional loja do sr. Almiro Neves, com cerca de 70 anos de existência; uma das mais antigas da rua, assim como a Pharmácia Central, capitaneada pelo farmacêutico Almir Barbosa. A papelaria Kodak, do sr. José Gomes, é também uma das mais antigas lojas da rua.

As atrações turísticas da rua são a Casa dos Contos, a Ponte dos Contos, em cantaria, e a casa onde hoje funciona a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Ouro Preto. Esta casa está no terreno onde teria vivido Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Segundo a lenda, quando demoliram a casa que se encontrava no terreno, encontraram moedas e barras de ouro, além de alguns documentos. Com medo, ele destruiu os documentos, e vendeu as barras de ouro. Não há comprovação desse fato, mas é mais uma bela história da rua São José.

Logo ali, quase no agitado Largo da Alegria, moram os rapazes da república Boite Casablanca. Anônimos ou não, desde que chegaram a Ouro Preto alcunham agora o apelido recebido nos primeiros dias de Bixo. São eles os responsáveis pela harmonia nas noites de cantoria. Animados ao som do violão, que se pode ouvir do topo da Rua da Escadinha, cortam a madrugada com as canções regionais e a Viola de Folia.

Era da sacada branca daquela casa que o Sinistro tomava conta da rua. Durante o dia ficava ali, cabeça pra fora da grade acompanhando os passos dos pedestres que em baixo passavam. Se a campainha tocasse, ele recebia quem fosse no pé da escada – com o humor que merecesse a visita, é claro! As mulheres, sempre bem-vindas, ele acompanhava até o corredor como quem dá o braço a uma donzela. Com sua capa sempre preta e os olhos azuis, tinha a expressão séria e respeitadora. Por preguiça, dormia até mesmo ali na sacada. A não ser nas noites de viola à beira da churrasqueira, onde mantinha a ordem e permanecia sentado ao calor do fogo, quase sempre aos carinhos de uma amada.

No bucolismo das primeiras décadas do século XX, a rua São José abrigava o mais animado carnaval de Ouro Preto. As pessoas iam para a rua para cantar e dançar ao som das marchinhas compostas pelos blocos carnavalescos. As laranjas de cheiro, confete e serpentinas e os até então inocentes lança-perfumes dividiam o espaço com famílias inteiras, que se divertiam nos dias de folia. Nos demais dias do ano, a rua era o ponto do footing, no início da noite. Moças e rapazes iam e voltavam pela rua, dando meia volta no Largo da Alegria. Geralmente era no footing o início dos namoros. Muitos viraram até casamento. O nome oficial da rua São José era Tiradentes, devido à tradição que afirma que o inconfidente tinha uma casa na rua. Afonso Arinos de Melo Franco, no livro Roteiro Lírico de Ouro Preto, comenta a duplicidade dos nomes da rua. “O poeta e eu subíamos, subíamos, sem saber nem para onde, tínhamos certeza de que estávamos na rua de S. José, mas as placas teimavam em dizer rua Tiradentes. Em Ouro Preto se passa essa coisa curiosa. O povo chama S. José à rua que a Prefeitura chama de Tiradentes. Já à rua que os poderes municipais crismaram de S. José o povo chama de Rosário”, diz


Fonte do texto: 
http://www.boitecasablanca.com/index.php?option=com_content&view=article&id=6&Itemid=5 http://ezerberus.multiply.com/photos/album/1087/1087


foto retirada de www.falaouropreto.com.br

A cidade assiste a mais longa obra de saneamento no seu centro, onde manobras judiciais, dúvidas e muita terra dividem espaço com a nossa rotina diária.
A cidade não pode ficar apenas focada em querelas minusculas e sim na solução do seus grandes problemas. Quando a Lei da Assistência Técnica de Engenharia e Arquitetura Pública sairá do papel?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Cidades brasileiras são verdadeiros labirintos

por Bruna Souza, do Aprendiz

“As cidades brasileiras são como colchas de retalhos”. É o que diz a tese de doutorado do arquiteto Valério Augusto Soares de Medeiros. Defendida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU/UnB), a pesquisa aponta que as cidades brasileiras são as mais difíceis do mundo para se deslocar. “Os centros urbanos do Brasil são verdadeiros labirintos”, explica o pesquisador.
Medeiros realizou um estudo comparativo entre cidades brasileiras e outros lugares do mundo para verificar questões de facilidade de deslocamento, movimento e acessibilidade nas vias urbanas, a partir da forma de articulação das ruas na cidade. Ele comparou cidades brasileiras de grande porte (capitais e cidades com população superior a 300 mil habitantes) e municípios de interesse colonial (tombadas pelos órgãos de patrimônio), com a intenção de confrontar a grande cidade brasileira de hoje com o que teria sido a cidade brasileira do passado.
Além das comparações dentro do país, Medeiros também usou como base mapas de outras 120 grandes cidades do mundo, como Nova Iorque, Pequim, Londres, Cidade do México, Lisboa e Veneza. Na sua pesquisa, ele descobriu que as campeãs em complexidade são Uberlândia (MG) e Salvador (BA).
Segundo a pesquisa, situações de extremo labirintismo são encontradas nas grandes cidades produzidas por dificuldades de orientação, localização e circulação nas ruas da cidade. Tais resultados são produtos de ações pontuais de intervenção dos órgãos públicos, que desconsideraram ou ignoraram as cidades em suas totalidades. “Pouco se pensou, ou se fez, no planejamento das cidades como um todo”, afirma.
“Surgiu o que chamei de um espaço de fragmentação, com grandes cidades sendo formadas por bairros mal articulados e sem vias realmente permeáveis de circulação. Isso trouxe sérios problemas de tráfego e segregação espacial. O cenário legitimou identificar em boa parte das cidades brasileiras o padrão de colcha de retalhos”, completa.
Segundo o pesquisador, o mais surpreendente foi a comparação entre as cidades brasileiras com outras cidades do mundo. “O grau de labirintismo das cidades brasileiras é o pior, inclusive, que das cidades árabes - que tradicionalmente temos em mente como imensos labirintos”, lembra.

A figura do labirinto é sempre associada à confusão, mas segundo Medeiros, não é sempre de todo mal. “Não é algo a princípio ruim: imagine as caminhadas por Tiradentes ou Ouro Preto, cidades históricas de Minas Gerais. Elas são muito mais agradáveis por conta da irregularidade das ruas, o que causa uma sensação de descoberta e pitoresco”. Entretanto, se essa irregularidade é constante em toda a malha, como em Salvador, surge um sério problema. “O pitoresco apenas será interessante no Pelourinho. No restante da cidade a sensação de estar perdido poderá ser aterradora”.
O mesmo pode-se dizer da zona norte da cidade de São Paulo (SP) ou da repetitividade e distanciamento de áreas urbanas em cidades como Brasília, por exemplo. Para o arquiteto, esses “labirintos” se formaram devido à grande expansão das cidades nas décadas de 1950, 60 e 70. “Foi um ritmo de crescimento acentuado. Por causa da industrialização e do crescimento econômico, surgiram as grandes cidades, enormes aglomerados”.
Apesar da grande desorganização dentro das cidades brasileiras, Medeiros afirma ainda haver soluções. “Deve-se pensar em políticas urbanas que abranjam a cidade como um todo e não pensar a cidade em pontos”, defende.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Estudos Urbanos de Leis Reguladoras

Ao estudar, o Plano Diretor de Embu das Artes em seu artigo sobre as responsabilidades, veio a idéia de publicar o que é a essência do que eu chamaria de bom-senso urbano, segue o texto


Art. 2º Os agentes públicos, privados e sociais responsáveis pelas políticas e normas explicitadas neste Plano Diretor devem observar e aplicar os seguintes princípios:
   I - justiça social e redução das desigualdades sociais e regionais;
   II - inclusão social, garantindo acesso a bens, serviços e políticas sociais do Município;
   III - direito à cidade para todos, compreendendo o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infra-estrutura urbana, ao transporte e serviços públicos, ao trabalho e ao lazer;
   IV - respeito às funções sociais da Cidade e à função social da propriedade;
   V - transferência para a coletividade da valorização imobiliária inerente à urbanização;
   VI - direito universal à moradia digna;
   VII - universalização da mobilidade e acessibilidade;
   VIII - prioridade ao Transporte Coletivo Público e ao não motorizado, garantindo a trafegabilidade segura, ordenada e disciplinada;
   IX - preservação e recuperação do ambiente natural;
   X - fortalecimento do setor público, recuperação e valorização das funções de planejamento, articulação e controle;
   XI - centralização da Administração Pública;
   XII - descentralização da ação pública e
   XIII - participação da população nos processos de decisão, planejamento e gestão.



Segue o desafio de fatiar o bolo do poder. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Transporte Publico Privado em Ouro Preto






















O aumento da passagem de Ônibus na cidade ressuscita varias assombrações que apavoram a população;

A Cuca das empresas de ônibus:
  1. sem planejamento: com seus ônibus em fila(todos vão para o mesmo lugar!!!),
  2. horas de espera entre nada e lugar nenhum: o monopólio das empresas sobre quase todos as linhas,
  3. poluição visual: cada pintura é mais feia que a outra nos veículos;
  4. rotas inteligentes, linhas dinâmicas e;
O Navio-fantasma da política;
  1. pontos de ônibus? apenas placas!
  2. permissividade com a precariedade
  3. ausência de órgão específico do transporte público
  4. letargia no desenvolvimento de uma política realista de ação sobre o transporte público particular no município
O Saci da mídia atuante no município;
  1. muito blá-blá-blá e conversa fiada
  2. desconhecimento das minúcias do assunto
  3. reacionária e omissa aceita algo que indiretamente pode render frutos
  4. quem mais perde é sempre o povo, de R$1,40 para R$1,70, estamos já em R$1,90... e os problemas continuam! até quando?

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Ouro Preto, minhas primeiras impressões.


Ouro Preto é uma cidade intrigante. Sua estrutura urbana, é na verdade a consolidação de varias estrutras que cornubaram em meados do séc XVIII, e que numa segunda era de crescimento, dualizou em uma Ouro Preto nova.
Bauxita(aqui pronuncia-se bauquicita)-Saramenha-Novo Horizonte, se distribuem numa escarpa e vale contrário ao centro histórico.A dualidade presente nessa cidade, é o reflexo da ocupação de parcelas estranhas a cidade de população com laços na mineração, como "novos-mineiros" eles vem da região e do êxodo rural. Vão para onde podem, e tem uma relação estranha com a velha cidade Patrimônio da Humanidade.

quarta-feira, 7 de março de 2007

faces de Juiz de Fora II

Loteamento & Comunidade

marketing urbano
cidade policentrica
participação social

O novo desenho de áreas residenciais sociais em Juiz de Fora é a imagem fiel de seu sistema de decisão: uma decisão centralizada produz uma imagem autoritária e homogênea: todo detalhe obedece a disciplina do todo.Produzem-se loteamentos, sem contudo prever sua sustentação (sustentação significando,qualidade de vida,serviços públicos e inclusão social), numa atitude imediatista, que busca resultados instantâneos e sem preocupação com a população.Têm-se hoje dezenas de assentamentos pela cidade precários distantes perigosos e o poder publico, agente legislador e controlador , nada faz para reverter esse quadro.Então se faz o loteamento....

Produzir uma comunidade é dotar sua população de poder de decisão sobre suas vidas e sem depender de medidas assistencialistas e paternalistas.Assim se oferecerá uma imagem complexa, refletindo heterogeneidade, evolução e cooperação de escalas sucessivas de planejamento.

A cidade é uma entidade física, com suas arquiteturas, ruas e elementos geográficos é também uma entidade social e estas são diretamente ligadas ao fator tempo-espaço: o locus, a relação singular que existe entre certa situação local e as construções que se encontram naquele lugar.(ROSSI:1995).Esta definição espacial, de espaço vivido e compartilhado por uma comunidade é a medida mínima para o entendimento do lugar.Assim compreendido , encerraria a característica peculiar de conter um ou mais acontecimentos determinados.Esses lugares são os signos concretos do espaço.

No locus acontece a transfiguração, a mudança perpétua, as necessidades de um todo urbano que influencia suas partes, e nessa mudança vai caracterizar um acontecimento, um signo, uma marca que fixou o acontecimento. As necessidades geram essa eterna transformação, o locus como fato singular determinado pelo espaço e pelo tempo, por sua dimensão topográfica, topológica e por sua forma, Por ser sede de acontecimentos antigos e novos, por sua memória.


A arte humana como locus / lugar é a criação da paisagem humana por excelência. Essa paisagem humana difere da natural pela artificialidade, transformação do meio natural e adaptação permanente do criado a suas novas situações. A cidade é uma paisagem humana na medida que tem imprimido em sua morfologia todo um processo humano de construção histórica, aonde idéias, ideais e correntes a pensaram, aonde o desejo individual e coletivo a edificou e aonde o aglomerado humano tornasse urbano.

O sítio tido como informal mas que reflete a realidade de nossas cidades: favelas, guetos de uma sociedade desigual que os deixa a revelia. Assim, os pobres se vêem ocupados com os problemas que diziam respeito à sua sobrevivência e, ao processo de urbanização. Tem de enfrentar como podem a necessidade de inventar empregos, lugares de moradia, transporte, saneamento, opções de lazer.áreas desprezadas por ocupantes anteriores, constroem, de qualquer maneira, favelas em sítios impossíveis e proibidos; periferias: para suas cidades novas.

Assim parece evidente que enquanto a arquitetura estiver aderida a regras de homogeneidade e à repetição de elementos idênticos, à disciplina de materiais, à simetria, ao seu caráter inflexível auto-infligente e imutável, e às três unidades do drama (ação, lugar e tempo), ela permanecerá militarista não sendo capaz de expressar os valores de uma sociedade complexa, criativa, dinâmica e democrática.

Não poderá ser, por definição, outra coisa senão um regime totalitário; esta é a situação que caracteriza nossa era.as idéias só terão forma através da participação calorosa da comunidade (mesmo que um grupo bem pequeno). através do estudo objetivo da complexidade dos usuários e por prestar atenção nos habitantes reais e não nas abstrações que o arquiteto gostaria que eles fossem (que é o que acontece invariavelmente). Isso evitaria reduzi-los a uma média insignificante.

terça-feira, 6 de março de 2007

limpeza urbana x qualidade de vida

Eu ia continuar escrevendo sobre Jf..mas vai ai minha indignação sobre a limpeza urbana de JF..

Diariamente trafego pelas ruas de Jf e fico perplexo com que vou relatar:

a limpeza urbana, o recolhimento de lixo domestico, comercial, hospitalar, etc; é uma das medidas básicas para a manutenção dos padrões de higiene e saúde da cidade. O recolhimento e destinação do lixo é obrigação do munícípio e todos pagamos por esse serviço essencial.
Nas principais avenidas, nos corredores de bairro, nas ruas locais é fragante o recolhimento inadequado do lixo. De um lado as adaptações nos caminhões de lixo para que as lixeiras fossem entornadas mecanicamente foram completamente abandonadas. Ergonomicamente mais adequada ao trabalho dos garis, diminuindo o esforço repetido por milhares de vezes de jogar o lixo na caçamba; Do outro, indiscriminadamente o chorume, o liquido residual da decomposição do lixo, é lançado nas vias, formando poças de material infectante por onde o caminhão passa e para para a coleta. O chorume do lixo pode provocar desde uma diarréia a hepatite em quem for exposto e quando seco atrai moscas e baratas, sendo assim um foco de doenças provocado por quem tem a obrigação de zelar pela a limpeza urbana e a consequente qualidade de vida da população.
a solução do problema do chorume esta na colocação de tanques de armazenamento embaixo dos caminhões, para o lançamento em local adequado no aterro sanitário. Já a questão da qualidade de trabalho dos garis, só a organização da classe poderá reveter o quadro de descaso com suas condições de trabalho.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

As faces de Juiz de fora PARTE 01...



Cidade Policentrica Marketing Urbano Participação Social

AS FACES DE JUIZ DE FORA, REMETE O LEITOR A ENTENDER A CIDADE, SEU DESENVOLVIMENTO QUE NÃO SE DEU DE FORMA EQUILIBRADA, SOCIALMENTE JUSTA OU AMBIENTALMENTE SAUDAVEL.



MAIS QUE AS GALERIAS DO CENTRO, ESCONDIDAS NO RELEVO ACIDENTADO EXISTEM VARIAS CENTRALIDADES ORA DESENVOLVIDAS COM SERVIÇOS E COMERCIO DIVERSIFICADOS, ORA REFLEXOS DO DESCASO DO PODER PUBLICO COM CERTAS PARCELAS DO TERRITÓRIO URBANO.


Foto acima dos Bairros do Granbery e Poço Rico, a Barreira do morro do Cristo e o vale do paraibuna tomado pelo tecido urbano.



Barreira Natural o Morro é um intervalo bem vindo ao tecido aglomerante que se configura....Alvo de um crescimento desordenado na região do São pedro, que está reduzindo-o a uma ilha verde...

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Região metropolitana de Juiz de Fora

A Cidade de Juiz de Fora, cidade pólo da Zona da Mata mineira é para os municípios de seu raio de influência uma referencia de Serviços; Educação, Saúde de Alta complexidade, profissionais liberais das mais diversas áreas. Local de possibilidades de emprego, um horizonte de possibilidades, em meio a segunda região mais pobre do estado de Minas Gerais. Mais que uma cidade, um complexo de possibilidades para as cidades de seu entorno. Criando uma interdependência que proporciona efeitos que ora se complementam, ora geram conflitos.
O planejamento de Juiz de Fora, o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, o Plano Estratégico, o Plano PluriAnual, refletem investimentos que indiretamente atingem os demais municípios. Planejar a cidade sem contextualizá-la cria e mantém o abismo entre a cidade e a esfera de influencia. Acarretando patologias decorrentes de um planejamento unilateral tais como: O crescimento urbano desordenado e favelização de parcelas da população provindas do êxodo regional, violência, criminalidade, diminuição da qualidade de vida, entre outros. O pensamento de planejar em conjunto, em rede, de uma forma regional, compreendendo as relações complexas estabelecidas entre cidades e intra-urbano, determinadas e determinantes dos efeitos urbanos amplia as possibilidades de compreensão das transformações que decorrem, e amplia as condições de intervenção de forma harmoniosa para o conjunto. Entendo que o processo de planejamento é um meio de se atingir um dado objetivo no decorrer do tempo e não um fim específico de resolução de problemas particulares.
O processo de planejamento das cidades de influência deve entender como a cidade pólo de organiza, com suas peculiaridades, pontos de atrativo e repulsão, a forma que a cidade influenciada vê seu papel de uma forma que possa gerar harmonia no planejamento pontual e do conjunto na construção de uma rede de planejamento que em médio prazo acabe com o gargalo de investimentos para a cidade pólo, crie possibilidade de crescimento e autonomia municipal. Buscando a criação de um planejamento interurbano, observando os fluxos de comercio, pessoas, idéias, investimentos, O caráter integrador do ambiente natural em bacias hidrográficas; numa visão estratégica de sustentabilidade do conjunto.
O processo de desenvolvimento local para ser sustentável a longo prazo deve haver o empoderamento dos atores responsáveis por conduzi-lo. Este pressupõe a capacidade dos atores sociais de agenciar processos de autonomia individual e coletiva e de estabelecer articulações de natureza política. O desenvolvimento humano includente e emancipatório, um processo de desenvolvimento que dissemine a capacidade de fazer política, democratizando a política e o poder. Assim, ampliando a base dos agentes decisórios, multiplicando o número de agentes capazes de poder manter essa base em ritmo contínuo de manutenção e expansão.A visão multifacetada de buscar a transversalidade nas decisões locais, a organização social ativa nos municípios, no intento do exercício da autodeterminação e da descoberta das potencialidades locais aliada ao auxilio de instituições que interagem na escala regional, podem possibilitar uma alavancada inicial nos processos de desenvolvimento local, buscando a complexidade, a diversidade, a identidade; fugindo do lugar comum da homogeneidade, dependência e desorganização que favorecem apenas a grupos de interesse escusos, e não a sociedade como um todo.O planejamento na esfera regional pactuado entre a sociedade civil atuante representada por poderes constituídos, organizada em uma legislação prática e eficaz, com focos de ação pré-estabelecidos, a pequeno, médio e longo prazo, pode possibilitar a conformação de regiões de desenvolvimento em cidades-pôlo, em uma estrutura em rede horizontal, multilateral, complexa, dinâmica, includente e sustentável. Regiões que devem interagir com outras na busca criando uma nova conformação territorial que ultrapassará as fronteiras políticas.

segunda-feira, 29 de maio de 2006

ARQUITETURAR

ARQUITETURAR

CERCAR O VAZIO, RECRIAR O MUNDO,
COBRIR AS CABEÇAS, PROTEGENDO-AS.
CERCAR O CHEIO
TAMPAR AS ESTRELAS
OU AS VER DE OUTRA FORMA
CERCAR O VAZIO, RECHEA-LO.
O RECHEIO, VAZIO É
NO VAZIO NOVO SE FAZ
O CHEIO HUMANO
O RECHEIO HUMANO
O VAZIO HUMANO SE FAZ:
CERCANDO O VAZIO , PARA
RECHEA-LO
HUMANIFICAR O VAZIO
HUMANIZA-LO, RECRIA-LO,
CERCANDO; EM CIMA, AOS LADOS,
EM BAIXO.
FLUIDOS SÃO NECESSÁRIOS: CANAIS
SÃO PRECISOS - AGUA, LUZ, AR.
RASGOS SÃO FEITOS
NO QUE CERCA,
SÃO CRIADOS VAZIOS
RECHEADOS OU SÓ VAZIOS
E O HOMEM?
RECHEA O VAZIO CERCADO
E A ARQUITETURA?
CERCA VAZIO RECHEADO

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Área possivel de intervenção Granjas Bethania
visão da entrada do Vale Guedes ou Serra Pelada
conjunto sobre o relovo sinuoso e acidentado

nada com nada,
como podemos existir negando
aos que estão ao nosso lado,
usurpando suas vidas,
seus desejos,
seus sonhos?

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

AS LEIS QUE REGEM A NOSSA PROFISSÃO...

LEI DO LOTE ESTREITO: Em todos os lotes falta um metro de largura.
LEI DO TOPÓGRAFO: Dois levantamentos topográficos de um lote nunca são iguais. Se forem iguais, um topógrafo colou do outro e ambos estão errados. Corolário: Se existe um só levantamento este é confiável. Se existem dois...Nenhum é confiável.
LEI DO BI-PROJETO: O cliente que necessita ampliar a garagem e construir um grande edifício, somente construirá a garagem. Hoje em dia, se o cliente quiser fazer uma edícula com churrasqueira para depois construir uma piscina com uma casa na frente, mal conseguirá terminar a churrasqueira.
LEI DO CARTOON: Se um cliente chama seu anteprojeto de "desenhinho", ele não vai querer pagá-lo.
LEI DO GÊNIO IDIOTA: O cliente contrata você dizendo que acha você um gênio, na hora de pagar vai dizer que até o filho dele de 8, 9 anos faz desenhos melhores que os seus.
LEI DA CERÂMICA: Nenhuma cerâmica de 20 x 20 mede 20 x 20.
LEI DO CAMINHÃO: Sempre que se vai verificar uma entrega de materiais, dirão que "o caminhão já saiu para entregar"
LEI DO "NIGUÉM SABE": O cliente nunca sabe o que quer. Quando pensa que sabe o quer, certamente não sabe o que pode ter. O arquiteto tampouco sabe o que quer o cliente. O cliente nunca entende o que quer o arquiteto. Corolário: O projeto nunca reflete o que quer o arquiteto, nem o que quer o cliente.
LEI DA BUSCA: Não importa que seu projeto fique em um local escondido; se for ruim, todos irão encontrá-lo
LEI DO VIZINHO: Se no lote vizinho existe um edifício de "N" pavimentos, no seu terreno será permitido "N - 2". Se seu edifício tem "N" pavimentos, seu vizinho poderá construir "N + 2"
LEI DO PRONTO: Se um cliente solicita uma modificação de projeto, diga que é impossível de ser realizada: depois estude o caso.
LEI DO TEMPO A FAVOR: Demore a realizar o detalhamento e não será preciso faze-lo.
LEI DO EGOS: Se quer um bom projeto, utilize o material adequado.Se quiser que seja publicado, use tijolos de vidro.
LEI DO ELETRODOMÉSTICO: Todas as máquinas de lavar pratos são 5 cm maiores.
LEI DO TEMPO: A temporada de chuvas começa no dia em que se iniciam as escavações.
LEI DA CULPA: Não importa a causa: se algo dá errado no projeto o responsável é o arquiteto.
LEI DO AQUECEDOR: Para acomodar um simples aquecedor um closet deverá ser sacrificado.
LEI DA SATISFAÇÃO APARENTES: Se um cliente fica satisfeito:a) Não entendeu o projeto.b) Não pagou o projeto.c) O arquiteto se enganou.
LEI DA TOLERÂNCIA: "Modulação" é um sistema milimétrico para que os elementos fiquem mais ou menos parecidos.
LEI DA EMPREGADA DOMÉSTICA: Se o quarto de empregada está projetado para que caiba uma empregada, o apartamento é velho. Se a empregada não cabe no quarto, o apartamento é novo.
LEI DO CLIENTE-ARQUITETO: O cliente é um arquiteto que não sabe desenhar. Quanto mais caro o projeo, mais arquiteto é o cliente e mais desenhista é o arquiteto.
LEI DO MESTRE DE OBRAS: Os ângulos retos não existem.
LEI DO MESTRE DE OBRAS2: Curvas de alvenaria não têm raios.
LEI DO OLHÔMETRO: Um orçamento nunca é cumprido. Corolário: se um orçamento é cumprido, alguém cometeu um erro.
LEI DA MEMBRANA ASFÁLTICA: Se uma cobertura não tem goteiras, ...tenha paciência.
LEI DA FALSA ENTREGA: Se o carpinteiro chegou a tempo com os móveis, ele se enganou de obra.
LEI DA OFERTA: Se um tapete está em oferta:a) É rosa com verde e lilásb) Tem 2m2 a menos de que é necessário.c) Já foi vendido.
LEI DO "FICOU": Nas obras, as coisas não são feitas: elas ficam. Exemplo: "Ficou torcido", "Ficou curto", "Ficou torto"...
LEI DO CLIENTE FIXO: Se um apartamento foi construído em um local adequado, de tamanho adequado e a um preço adequado: a) O comprador que gosta do local e do tamanho, não tem dinheiro.b) O comprador que gosta do local e do preço, acha tudo pequeno.c) O comprador que gosta do tamanho e do preço, não gosta do local.d) O comprador que gosta do tamanho, do preço e do local... é você
LEI DO ÚLTIMO ESTRAGA: O último a executar qualquer serviço em uma obra estraga o serviço do anterior: o marceneiro estraga a pintura, o pintor estraga o piso, o piso estraga o reboco, e assim por diante.
LEI DO INEVITÁVEL: Sempre o último parafuso a ser colocado arrebentará um cano de água.
LEI DA INÉRCIA POR DETALHAMENTO: Quanto mais minuciosamente detalhado for um projeto menos os pedreiros vão entender e trabalhar.
LEI DO BEM QUE EU AVISEI: Não adianta o arquiteto que visita as obras para verificar a execução de seus projetos avisar que algo está sendo construído errado, ao contrário do que foi projetado, porque quando der errado, vão chamar o arquiteto, colocar toda a culpa nele, e perguntar por que ele não avisou nada antes.

sábado, 5 de novembro de 2005

SONHOS


NESSE TRECHO DE MAPA QUANTOS SONHOS E TROCARÃO EM PESADELOS?
QUANTOS NATAIS SE PASSARÃO SEM FESTA...
QUANTOS PALHAÇOS TRISTES..
QUANTA SOLIDÃO SEM FIM..
NESSE TRECHO DE MAPA QUANTAS ALEGRIAS
AMORES E HORRORES
NESSE TRECHO DE MAPA
AMO
VIVO
EXISTO
É POR AÍ...

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Urbarquitetura

  • termo que se refere ao pensamento da coisa urbana, da distribuição racional, intencional, com tecnica sobre o território.